quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Bobo e a Boba

O Bobo

Conta-se que numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de 400 réis e outra menor, de dois mil réis.

 Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
"Eu sei" -respondeu o não tão tolo assim - "ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda."

Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa. Mas vamos observar somente três.

A primeira: quem parece idiota, nem sempre é. Dito em forma de pergunta: Quais eram os verdadeiros tolos dessa história?

A segunda: se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante, a meu ver, é a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos. Nem sempre opiniões a nosso respeito corresponde o que realmente somos.

A Boba

Na mesma aldeia, também havia uma jovem mulher, que parecia linda, apesar de esconder-se debaixo de vestidos sujos, rasgados e vivendo de esmolas. Os homens se divertiam com a idiota da aldeia.

A pobre coitada era açoitada, quase estuprada e tinhas suas roupas ainda mais rasgadas diariamente e por muitos ao mesmo tempo. Viviam caçoando dela, como se fosse o jardim ou a praça pública da aldeia. Se dormia nas escadarias da Igreja, sempre aparecia um, colocava o pau pra fora, puxava-lhe os cabelos e enfiava a rola em sua boca, obrigando-lhe a suga-lo até o gozo.

Outros simplesmente acordavam-na de madrugada, assustavam-na e a obrigavam colocar-se de joelhos, com os peitos descoberto, o vestido corrido até o ventre. E chingando-lhe de maluca e vadia e cadela, terminavam mijando em seu corpo, antes de joga-la nas águas do chafariz para tomar banho.

Seu vestido molhado colava-se em seu esqueleto - incrível, lindo e sedutor. Tornava-se alvo de passaros e peixes, que também queriam beliscar seus pés e seu rosto. Uns colocavam-lhe duas rolas nas mãos - uma grande e outra pequena, e pediam para que ela escolhesse e masturbasse a que mais gostasse. Ela sempre escolhia a maior, aquela que, ao penetrar sua buceta e seu cú, quase arrombava-lhe a alma, já que o prazer confundia-se com dor. E todos riam sem dó. Apenas ficavam desesperados com o dia que aquela vaida, a GENI de TODO MUNDO, já não estivesse mais lá.

Certo dia, um dos membros do grupo, chamou-a e lhe perguntou se ainda não havia percebido que seu comportamento devasso era a alegria da tribo e que ela, daquele jeito, não valia nada. "Eu sei - Não sou tão tola assim"; "Mas porque continua nesse comportamento?" ; "Porque o dia que parar, a brincadeira acaba e não vou mais encontrar meus prazeres".

Não dá pra tirar nenhuma conclusão sábia dessa estória. Somente que uma ESCRAVA, CADELA e VADIA não pode jamais obter sua redenção. Não está só presa na tribo, mas nas próprias correntes degradantes impostas pelo seu coração.


Por Máscara Negra em contosBDSM.com de Eros Veneziani.

9 comentários:

submissa flor de cristal{LB} disse...

Oi Pietra, retribuindo sua visita e gradecendo sua permanencia no meu espaço BDSM.

Bonito seu blog, super moderninho, parabéns!
O texto é bem interesante, nem sempre o bobo é aquele que parece ser, né ?

Meu beijim e seja bem vinda, já o sigo tbm!

flor de cristal{LB] .

submissa flor de cristal{LB} disse...

Tem um selinho para vc, espero que goste!

Beijokas

{ÍsisdoEgito}JZ - Tua, somente tua disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
{ÍsisdoEgito}JZ - Tua, somente tua disse...

Olá Princesa de Ouro,

não sei qual dos dois contos, gostei mais.....
São ótimos, porque mostra como as pessoas são mesquinhas e fracas, quando acham que podem julgar as outras.

Enfim, isso é uma constante, não mudará nunca.Pena!

Teu blog é muito bom, estou conhecendo-o agora e ja estou seguindo-o.

Caso deseje visitar-nos, será um prazer recebê-la em nosso canto.

Beijos carinhosos,

ÍsisdoJUN

Criss kelly disse...

Boa tarde Princesa de Ouro!
Concordo com você a respeito da conclusão mais interessante, é a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos. Nem sempre opiniões a nosso respeito corresponde o que realmente somos.

Vim agradecer a sua visita em meu blog, e por estar seguindo, sigo-te tbm, gostei desse cantinho!Esta de parabéns, voltarei sempre aqui!

Beijosssssssss

Amor...SEdução...Prazer disse...

PASSANDO PRA LHE DEIXAR UM BEIJO, RETRIBUINDO TUA VISITA, LINDO TEU BLOG....
ABRAÇOS
SEDUTORA ANNE

Miss B disse...

Uau!!!! Foi sem dúvida a história mais bonita que já ouvi. identifico-me bastante com ela. As pessoas pensam sempre que somos tolos e não temos noção do que fazemos, que somos infelizes. Mas não é assim. Os tolos tiram sempre o partido máximo do que querem

{Júlia}Domador disse...

Vc está começando com tudo!!! difícil dizer qual foi o melhor deles, grande lição para se refletir... Gostando e voltando...

bjus

Marinha disse...

Nossa, que forte isso!!!
Me fizeste refletir a respeito dos dois textos.
Belo blog!
Bjo e sorrisos pra ti.