sábado, 5 de fevereiro de 2011

* Pietra *

Talvez eu Seja Sim, Como nos Textos...
Autor: Pietra

... talvez eu seja sim, como nos textos. Talvez a Pietra autora se confunda com a Pi personagem.

Sim eu sou manhosa, sim eu sou lasciva, e sim, eu sou sub.
Adoro a minha “condição” embora odeie chamá-la assim, condição. Eu adoro a minha escolha, vocação? Acho que não, adoro ser sub, seja lá como você quiser denominar a minha vontade.
Aos donos de plantão eu aviso logo, não sou uma sub com “S” maiúsculo, eu tenho minhas manhas, tenho os meus medos, e tenho os meus momentos de não.
Sou várias, sou todas e não sou nenhuma. A Pi chatinha, a Pi resmunguinho, a Pi completamente puta e bem afim de meteção. A Pi cadela, prontinha para uma ordem, sou todas elas, e não sou nenhuma. A Pi que quer chupar a hora que dá vontade, a Pi que quer ficar de quatro para uma comidinha rápida, a Pi que quer só amor.
Adoro os tapas, odeio o cinto.
Adoro as velas, mas ainda assim, odeio o cinto.
Me dou bem com a Pi cadela:
Ela de bruços, bunda empinada e perninhas fechadas do jeito que ele gostava. Ela abraçava o travesseiro, ele passava seus braços em torno dela, prendendo-a com força e mandando-a ficar quieta, afinal ela já estava grandinha, sabia para que servia uma cadela
. - Dé, me deixa gozar? Dé, me deixa.
- Pietra, não se faça de Capitu, cadê seu osso, porque ele não esta na sua boca? Sabe que não pode gozar sem ele.
O osso, o companheiro, seu porto seguro, seu objeto, um símbolo.
Ela tateava o lençol, se esticava toda e pegava o ossinho, dado a ela de presente, do outro lado da cama. Colocava-o na boca mordendo a peça com raiva e esperava o charme dele, esperava ele resolver quando e se ela podia gozar, e só então, depois de ouvir o seu “pode”, ela gozava gemendo baixinho enquanto ele mandava.
- Quietinha cadela, goza quietinha.
A Pietra cadela obedece, mesmo quando ela já não agüenta mais, ela se mantém do jeito que ele gosta, na posição que ele gosta, na medida que ele gosta.
- Vem neném, aqui, de joelho em cima do banco.
Aquele pedaço de madeira mínimo, e ela ali, de quatro, encima do baquinho.
Primeiro os tapas na bunda, de um lado, de outro, o pedido para que ela não abaixe a cabeça, e ela tentando se equilibrar como pode. Depois de vários tapas na bunda, ele passava a bater nas laterais da coxa, três, quatro tapas no mesmo lugar, até os gemidos dela se transformarem em gritos, e quando isso acontecia ele parava.
Em seguida metia seus dedos na buceta dela, ele sabia o obvio, mas sempre que o fazia, fingia surpresa por encontrá-la naquele estado:
- Molhada? A cadela esta molhada?
Nessas horas ele metia logo o pau dentro dela, ficava ali entrando e saindo por alguns minutos e parava. Nada podia causar tanta raiva nela do que o instante em que ele tirava o pau de dentro dela e parava.
Ele por sua vez adorava esse momento, adorava ouvi-la resmungar.
- Está rebelde? Está rebelde cadela?
Ela se apressava em balançar a cabeça negativamente.
Depois a vela, ele tinha um prazer diferente em usá-la, ela se contorcia, não gritava, gemia abafado, entrava em êxtase vendo-a se contorcer em cima do banquinho, depois de horas brincando com a vela nas costas e na bundinha dela, ele parava, dava a volta no banco, segurava o rosto dela com as mãos e perguntava a ela se estava tudo bem, se o joelho doía, se ela agüentava mais.
Ela sabia o que significava o mais. A venda nos olhos, a algema nos pulsos e o rabo ardendo a noite inteira.
Mas eu gosto mesmo é da Pi safada, a Pi puta no último grau da palavra, a Pi sem dono, de saia curtinha que não tampa nem as coxas e nem a bunda, das noites de vinho e de provocações com palavras, da cara de safada e da mão na buceta, se masturbando enquanto ele enfia o dedo no cu dela. Eu gosto dessa Pi, a Pi que fala na lata, que manda, que pede, que resmunga, que implora, “então me come, me come agora”. A Pi que faz cara de safada, que se esfrega na parede, que provoca, provoca até tirar o André do sério.
- Dé, me come?
- Pi, fica quietinha vai, sossega.
- André, me come.
- Pi, sossega, você consegue ficar boazinha cinco minutos? Hum, mostra para mim. Esta calor, estou cansado, não vou te comer com você pedindo assim não. Quando eu quiser te usar eu aviso ta bom? Agora fica bonitinha, fica.
Ela sai do quarto pisando duro, fazendo beicinho, resmungando, deixando ele rindo no quarto. Se ela quiser esperar, sabe que daqui a pouco ele vem atrás dela, sabe que ele vai encostá-la na parede daqui cinco minutos e vai lhe comer com pressa, sem muita conversa, sem muitos carinhos. Só que dessa vez ela não esta a fim de esperar.
Entra no outro quarto, põe a meia que vai até os joelhos, branquinha com listras pretas. Coloca o soutien preto, a blusa branca de botão e a saia curta. Abre os botões da blusa, até a altura dos seios, acende a vela vermelha e entra no quarto com cara de piranha.
Para na porta do quarto mordendo e lambendo os lábios, abre mais a blusa e, olhando para ele, deixa a cera da vela cair-lhe na altura do colo. Começa a gemer, se contorcer e olhá-lo com um arzinho de interrogação.
- Cretina. – ele sorri – vem.
Então, ele tira o pau para fora, põe ela deitada. Tira-lhe apenas a blusa, sobe o soutien deixando rapidamente os seios à mostra. Manda-a colocar as mãos espalmadas pertinho do rosto, segura-lhe um pulso com uma mão, vai comendo a buceta com força e pingando a vela na palma da outra mão.
E ela goza, gemendo e se contorcendo, esfregando os pés no lençol da cama.
Às vezes a Pi emburrada aparece, a Pi resmunguinho, a Pi que passa por ele pisando no seu pé mas não fala nada, que se enfia na cozinha para fumar um cigarro e finge que não esta vendo e nem ouvindo ninguém. A Pi mal humorada.
Sim, sim essa Pi merece uns bons tapas, mas eu gosto dela mesmo assim.
Ela sentada na mesa, fumando o cigarro com o mp3 no ouvido, de costas para a porta. Ele chega, massageia seus ombros e beija sua testa.
- Esta fumando?
- É, deu vontade.
- Hum. Me dá aqui esse cigarro, anda.
Sua voz é doce, bem diferente da voz ríspida que a mandava ficar quieta mais cedo.
Ela lhe entrega o cigarro, está chateada, o corpo ainda dói.
Enquanto ele continua a massagem nos ombros ela se lembra das horas anteriores. Ele acordando irritado, colocando-a empinada, comendo sua bunda, com pressa, com força, segurando-a e mandando-a ficar calada. Não deixa ela gozar, goza rápido e vai tomar banho, deixando-a sozinha na cama.
Sim, ela ainda estava irritada, e ele sabia disso.
A massagem nos ombros se transforma em carinhos abusados, mãos que descem até os seios, apertam, seguram, ela se levanta, quer beijá-lo, ele apressado só quer mantê-la de costas para ele.
Coloca o tronco dela todo sobre a mesa, as pernas abertas, a saia levantada e a calcinha nos joelhos. Come sua buceta com força, até o fundo. Gosta de ouvir os gemidos dela quando ele a toca assim. As pernas dela tremem, ela se segura na mesa, gritando, empinando a bunda, afastando mais as pernas. Goza feito uma louca. Ele sem gozar, tira-lhe o pau da buceta, enquanto ela sem entender nada permanece deitada sobre a mesa.
- Gozou cadela?
Ela só balança a cabeça afirmativamente, esta cansada, esta dolorida, a barriga latejando pressionada pelo corpo dele contra a mesa.
Ele lhe da um tapa extremamente barulhento e doído na bunda, segura seus cabelos, tirando momentaneamente o rosto dela da mesa.
- Agora vê se adoça cadela.
Ela continua deitada na mesa, ele.....simplesmente sai.
A Pi sonhadora, que jura para quem quiser ouvir que ela vive em um mundo de contos de fadas, dessa eu não falo não... Deixemos a Pi sonhadora para os meus momentos de luzes apagadas, para os meus momentos de palavrinhas doces ao pé do ouvido, para os meus momentos de ver a lua através da janela. Não mexam com a Pi sonhadora, ela é completamente feliz.
Gosto do novo, embora tenha medo de muitas coisas, mas aos poucos as coisas vão acontecendo, e o que te parece tão estranho, esquisito, improvável passa a ser tão maravilhoso, tão simples e tão bom, que você sempre quer mais.
Ela já em pé, segura pelos braços dele, sente sua mão grande pressionar sua garganta impedindo-a de respirar. Está cansada, seu corpo custa a parar em pé, tem várias marcas pelo corpo, de cinto, de tapas, a vela, algumas gotas, já secas há tempos, ainda pelo corpo. Sente algo estranho, sente o mundo se apagando, sucumbe facilmente nos braços dele, desmaia. Acorda de bruços na cama segundos depois, com as algemas nos pulsos, os braços acima da cabeça, ele sentado ao seu lado, sorri.
Milhões de coisas novas, pequeninas para muitos, enormes para ela.
O corte na altura das nádegas minava o sangue com insignificância, provocado por algo de corte, sem muito corte na verdade.
- Está bem minha pequena?
Ela está sim, e ele sabe que está. Pergunta, quer agradar, fazer carinho, mostrar preocupação, mostrar que cuida, que é um excelente dono, um maravilhoso companheiro. Sim ele é.
Ela sorri e diz que sim, baixinho, a voz quase perdida entre os travesseiros.
Ele sobe em cima dela, morde suas costas, perto do ombro, morde, morde com força, chupa, passa a língua sem tirar os dentes do local. Ela geme, não pede para parar, não reclama, a dor percorre-lhe todo o braço. Ela se molha, ele continua mordendo, chupando, no mesmo local. A dor se torna insuportável, insuportável para ela, estimulante para ele, excitante para os dois. A mordida dura, o tempo passa, os gemidos se transformando em barulhos que condenem mais a ainda a dor.
Ele para, solta as algemas, ela não consegue nem se mover. Ele a pega em seus braços, beija-lhe a boca. Mais uma parte do seu corpo sangrando.
Ela sorri por dentro, ela é forte, sabe que orgulha o dono.
A dor? Some. A marca no corpo? Permanece, mesmo depois do hematoma ela esta lá, firme, do lado da tatuagem, como o seu troféu particular.
Mas me identifico mesmo é com a Pi rebelde, a que pergunta, a que quase nunca concorda, a que quer sempre mais, a que quer se provar, e provar que esta certa. A Pi que gosta de ouvir, “sim, você esta certa”. É, eu gosto dessa Pietra.

André gosta de todas elas.

De qual delas eu gosto, e qual delas eu sou? Só cabe a você resolver.
 
Texto de Pietra. Retirado de Contos BDSM.com por Eros Veneziani ;)

6 comentários:

Piment29 disse...

Seja bem vinda nesse mundo de Blogs e com certeza Rebeca tem um ótimo gosto. Lindo seu Blog ... O texto muito bem escolhido ... E estou também com seu link ... Bjus Apimentados ... =)

Vampira Dea disse...

Gosto é gosto e tudo bem, uma linda semana.

Júlia disse...

Oi... linda princesa... Bem vinda a blogosfera, te desejo tudo de bom, agradeço por ter me linkado, seja sempre bem vinda lá no meu cantinho, é uma honra receber mais uma amiga nesse mundo virtual e já num primeiro post texto tão prazeroso! estou seguindo vc tbm...

Bjus

julia

Don't leave me disse...

Hi,thanks to visit

Welcome darling in the blog world.
Nice story.
We would like your permission to repost from your story.
Sure to Put your name with link.

Tell us.

Many kiss from Athens

"D"

Erótica.plus disse...

Oi, bela! Vim aqui pra conhecer teu espaço. Também estou te seguindo. Só uma opinião... muda a cor dos comentários! É que não dá pra ler nada do que os outros disseram e as vezes agente gosta de ler as opiniões pra concordar ou discordar....rsrs. Mas é só uma opinião. bjs e voltarei mais vezes pra descobri qual Pri escreveu o último texto..rs. bjs.

escrava yaffa de LEON disse...

Passando para agradecer está seguindo meu blog, e agoro sigo o seu.
Lindo seu espaço aqui. Nada a mudar.
bjs
yaffa de LEON